A Revista semanal Les Inrockuptibles edita com início neste mês uma nova publicação mensal dedicada exclusivamente à música, que dá pelo nome de Volume. Custa 4,95€ e o primeiro número, de 108 páginas, traz Thom Yorke na capa. A causa da edição é, segundo os fundadores, o facto de a edição semanal já não conseguir dar suficientemente "conta da efervescência que a música conhece actualmente".
A capa é bastante apelativa, para além de Thom, traz reportagens sobre Scarllet Johansson e My Bloody Valentine.
O ano passado em Maio abandonou a carreira de actor. Este ano, precisamente no mesmo mês, abandonou a carreira de realizador. Paul Newman, um dos marcos dos últimos 50 anos da história do cinema de Hollywood (Gata em Telhado de Zinco Quente, Dois Homens e Um Destino, A Cor do Dinheiro, Caminho para a Pedição, O Efeito dos Raios Gama no Comportamento das Margaridas) sofre de cancro do pulmão com 83 anos.
Esbjörn Svensson, famoso pianista sueco, faleceu ontem com 44 anos num acidente durante a prática do mergulho, ao largo da ilha de Ingarö. Em 1993, formou o Esbjörn Svensson Trio (e.s.t.), grupo de New Jazz com Dan Berglund (baixo) e Magnus Öström (bateria).
O primeiro chega a 8 de Setembro e será um EP com o título Batcat EP, que terá como alinhamento: 1. Batcat 2. Stupid Prick Gets Chased By The Police And Loses His Slut Girlfriend 3. Devil Rides (que conta com a colaboração de Rocky Erickson na voz, líder dos 13th Floor Elevators, banda mítica do rock psicadélico da década de 60) O segundo será o novo álbum, sucessor de Mr. Beast(2006), que será intitulado The Hawk Is Howling e editado a 22 de Setembro, duas semanas depois do EP, com o seguinte alinhamento: 1. I'm Jim Morrison, I'm dead 2. Batcat 3. Danphe and The Brain 4. Local Authority 5. The Sun Smells Too Loud 6. Kings Meadow 7. I Love you, I'm Going To Blow Up Your School 8. Scotland’s Shame 9. Thank You Space Expert 10. The Precipice
Sugestivo? Parece bastante. Pelo menos o nome da primeira faixa deixa-nos logo KO. Barry Burns, multifunções da banda escocesa (teclados, guitarra, flauta e voz) descreve o álbum como “dreamy ballads about forbidden love gone awry, one minute pointless instrumentals and [...] spoken word about the future of the music industry in India”.
Por muito estranho que pareça, o livro "Brokeback Mountain", de Annie Prouxl, vai ser adaptado a ópera pelo compositor norte-americano Charles Wuorinen. O filme homónimo, que ganhou 3 Óscares em 2005, inclusivamente o de Melhor Filme, é também um transpor por Ang Lee da novela da escritora. A história é resumidamente a paixão de dois cowboys (interpretados por Jake Gyllenhaal e pelo falecido Heath Ledger) na solidão da montanha chamada Brokeback.
Como ficará em ópera? Ainda há muito tempo de espera...
É o segundo single extraído de The Age of Understanment, o álbum dos Last Shadow Puppets. O vídeo é muito bom e faz-nos remontar à iconografia própria dos anos 60. A parcederia de Miles Kane (The Rascals) e Alex Turner (Artic Monkeys) parece mesmo estar a dar grandes frutos...um caso que ficará concerteza como marca no novo indie britânico.
Dez anos depois da Expo98 em Lisboa, tem início a Expo Zaragoza 2008, que tal como o nome indica, decorrerá em Saragoça (Espanha), até 14 de Setembro. Nestes 93 dias dedicados ao tema "A Água e o Desenvolvimento Sustentável", que aparenta relação directa com a exposição portuguesa, cada um será dedicado a uma nação. Dia 11 de Julho corresponderá a Portugal. O recinto foi construído na margem esquerda do rio Ebro, o maior do país e prima pelo futurismo e sofisticação.
Resta-nos dizer: ¡Vive la mayor fiesta del agua en la tierra!
Para não faltar à promessa, a banda de Robert Smith apresenta-nos o segundo single do novo álbum: "Freakshow", cujo download pode ser feito no iTunes e o refrão ouvido no site oficial. A letra da música, em conjunto com a letra do B-Side que a acompanha "All Kinds of Stuff", pode ser vista também no site.
Apesar de existirem desde os finais dos anos 70, os The Cure continuam mais criativos que nunca!
David Ferreira, o apelidado há algum tempo Dom Quixote do combate aos downloads e até há poucos meses, director da EMI portuguesa, vai criar a sua própria editora de CD/discos, livros e DVDs.
Pete Doherty afirmou que não quer nada do que já compôs para o registo a solo, desejando começá-lo em Portugal e Paris de raíz. Em declarações ao NME, o músico disse que a estadia na prisão fez com que mudasse os planos: «Repensei tudo o que quero fazer com o álbum a solo. Não me é permitido sair do país, situação que ainda vai demorar um pouco, mas quero ir para Portugal e Paris e gravar o álbum a solo». A EMI exigiu que o álbum fosse entregue até Setembro, sendo o produtor Jake Fior (que também o foi do 1º álbum dos The Libertines)
Para os imensos fãs que não conseguem já conter a ansiedade por ouvir o novo registo dos islandeses, Með suð í eyrum við spilum endalaust, que sairá, que sairá em formato digital dia 16 e em fisico dia 23 Junho, a banda colocou no seu site oficial um stream com todas as faixas. Atractiva visualmente, a janela apresenta o nome de cada música manuscrito e rabiscado, acompanhada da imagem dos nús que caracterizam a capa.
Já ouvi o álbum seguido várias vezes, só chego a uma conclusão sentimentos: é lindíssimo. Mangnífico, conseguiram surpreender mais uma vez...indiscritível. Tudo tem inícico na já conehcida Gobbledigook, tomando o princípio do CD esse rumo, algo livre e alegre, superior às auras negativas. Subitamente, mas de forma suave, algo muda, a esperança alegre troca-se de novo pela melancólica e tudo se converte em emoção, emoção composta por diversos sentimentos. O piano e a bateria primitiva são componentes essenciais, há muita guitarra acústica. Acredito que este seja o álbum mais heterogéneo dos Sigur Rós, colocando-se a um nível tão respeitável como "( )" ou "Takk...". No meu sentimento ficou gravada a track "Festival", a 5ª do álbum. Todas as outras são óptimas digo, óptimas!
Fiquei mesmo orgulhoso. São sem dúvida (uma das) melhor(es) banda(s) do mundo(?) A criatividade, simplicidade, magnificiência, mas humildade, são a chave para o sucesso destes tímidos ams emotivos rapazes. Epopeico, Arrepiante, Belo, Sigur Rós
Thom Yorke e Jonny Greenwood, dos Radiohead, sentados num sofá com duas guitarras acústicas, fazem a cover da música "The Rip", do novo álbum dos Portishead, Third. Estes ficaram muito contentes com o resultado da versão dos 2 rapazes.
Fabuloso...
(Nota: A banda tinha já elogiado publicamente Third, disponibilizando agora a sua versão on-line)
A actriz Kim Catrall, de 52 anos, eterna Samantha de Sexo e a Cidade vai encarnar a personagem principal do remake americano da série britânica (que é actualmente exibida na RTP2 - Noites da 2), que será supostamente uma mãe de mãe idade casada que redescobre a sua sexualidade, questionando-se sobre o seu papel no mundo. Depois do arraso do filme pela crítica, esta será uma mais valia para Kim.
No Museu Colecção Berardo vão estar expostas até 27 de Julho, obras de fotógrafos e artistas que incidem sobre um ponto comum: a arquitectura dos anos 50 e 60. Nessas duas décadas, vários arquitectos, espalhados pelos quatro cantos do globo, projectaram edifícios construídos para um mundo “utópico” e visionário.
O 15º Prémio Leica European Publishers for Photography (para fotografia contemporânea) foi atribuído ao dinamarquês de 32 anos residente em Tóquio. Entre 400 projectos de 30 países, Sobol vence com o seu projecto e verá um livro seu editado nos 7 países que promovem o concurso.
Para descarregar regulamento + ficha de inscrição, visitar fnac.pt
Após um êxtase extremo, o concerto dos Muse acaba. É difícil imaginar um espectáculo que seria melhor conseguido visualmente. Mas isto não é o mais importante...o mais importante é de facto a grandeza dos 3 de Teignmouth (Inglaterra) sonoramente. Primeiro, há algo de chocante em Bellamy, parece até inumano. O rapaz é uma força da Natureza, não o digo só pelos excelentes solos e efeitos de guitarra (é considerado um dos maiores guitarristas do século XXI, em 2ª posição), pelo piano de excelência que toca suavemente (arrepiantemente), mas pela sua voz. Aquela voz existe? Sim, é a de Matthew, ela ecoou durante todo o concerto por todo o recinto, pelos ouvidos dos fãs, fazendo-os chorar, gritar e unindo o público num só. Tudo teve início, à semelhança do espectáculo em Wembley (como confirma o CD-DVD ao vivo H.A.A.R..P.), com Knights of Cydonia (que encerra o último álbum), instalando a apoteose na audiência. Bem, para mim o concerto teve dois pontos altos: Feeling Good, de Origin of Symmetry, em que Matthew começou pelo piano, pegando inclusivamente num megafone para reproduzir uma das partes da letra, passou drasticamente para a guitarra, acompanhado sempre de perto pelo baixo sonante de Christopher Wolstenholme e pela incansável e espectacular bateria de Dominic Howard. O apogeu foi atingido aqui, a criatividade impressionou todos na "arena", provando os Muse a sua afirmação como uma das mais imperdíveis bandas de todos os tempos ao vivo. O outro foi Take A Bow, introdução do último álbum Black Holes and Revelations, onde o fabuloso trio foi ajudado pelo senhor dos sintetizadores. Aqui, após um momento onírico de Matthew Bellamy em vocalização arrepiante, este explode na guitarra e tudo termina com geisers e luzes brancas, saudando a multidão com um "Obrigado Portugal". Howard solta um tímido "Cheers". Conseguimos ouvir grandes temas serem reproduzidos como New Born, Time Is Running Out, Supermassive Blackhole, Hysteria, Map of the Problematique, Starlight ou Stockholm Syndrome. Os guinchos da guitarra que precederam Plug In Baby ou o uníssono do público em Starlight foram outros momentos dignos de recordação. Chris acompanhou muitas das letras em voz secundária, enquanto que Howard proporcionou alguns dos melhores breaks instrumentais de sempre ouvidos por estas bandas. O concerto, cheio de jogos visuais, balões/bolas insufláveis que foram enviadas para o público e imagens esteticamente perfeitas no ecrã central, onde a adequação à música simultânea era simplesmente WOW. Os fumos e a luminosidade limpa e que dá aos Muse todo aquele toque moderno que separa a sua dimensão artística clássica (rock de gema), conseguiram sucesso. As emoções dos assistentes voaram, foram alto hoje. como era esperado..um EXCELENTE show. Ficará nas memórias de todos.
Peço desculpa aos fãs, mas fiquei tão "sem palavras", que nem sei o que escrever.
ALINHAMENTO Knights of Cydonia Hysteria Map of the Problematique Supermassive Black Hole Newborn Feeling Good Starlight Time Is Running Out Plug In Baby Stockholm Syndrome Take A Bow
(Foto obtida por Espanta Espíritos/Rita Carmo em Blitz)
Os Kaiser Chiefs voltam a Portugal para arrasar definitivamente a audiência do Rock in Rio. Não houve até agora banda que tenha movido tanta energia (na minha opinião, nem mesmo os Metallica, que foram responsáveis por ter feito levantar mesmo muitos pés do chão) como estes britânicos incansáveis. Tudo começou com Everything is Average Nowadays, do último álbum Yours Truly Angry Mob. Começaram alegremente e com promessas de um grande concerto. Rick Wilson começava a sua correria frenética pelo longuíssimo palco com o letreiro luminoso KAISER CHIEFS no ecrã cenral. Apesar disto, não se cansou de lembrar o público de "LISBON - PORTUGAL" que "WE'RE THE KAISER CHIEFS!!", obtendo gritos desmedidos e contentes do público. De ténis all star azuis, calças, camisa e gravata pretas e no início de óculos de sol, o rapaz inglês correu, pulou, saltou, empinou-se em acessórios do palco saltando deles, tocou pandeireita, bateu com baquetas em objectos, enfrentou a multidão quase imergindo nela, subiu aos postes onde se situavam as câmaras de televisão, até se deitar no chão durante cerca de um minuto e meio, antes do hino final Oh My God, mega-sucesso do primeiro álbum Employment. Nesta faixa, Ricky chegou à frente da multidão carregando o suporte do microfone e virou-o para ela, para que acompanhasse o refrão tão nosso conhecido "Oh my god I can't believe it, i've never been this far away from home". Como opinião pessoal, digo que este foi o grande momento do concerto, tendo inclusivamente curtos momentos instrumentais onde Nick Peanut Baines com chapéu de côco (teclado/sintetizador) e Nick Hodgson (bateria), que sempre acompanhava em backing vocal puderam mostrar as suas garras. Andrew Whitey White na guitarra e Simon Rix no baixo foram os grandes suportes durante todo o espectáculo. A banda foi toda apresentada pelo vocalista, em momentos separados. Músicas como Everyday I Love You Less and Less, Modern Way, Heat Dies Down, The Angry Mob, Ruby, I Predict a Riot, Na Na Na Na Naa ou Born To Be a Dancer marcaram o dia e levaram os portugueses a considerar esta banda de culto. Os rapazes de Leeds ainda nos premiaram com uma nova canções: You Want History.
Bem, pelo menos agora já sabemos porque o irrequieto Mr Wilson partiu o pé em Paredes de Coura...
(Foto obtida por Espanta Espíritos/Rita Carmo em Blitz)
ALINHAMENTO Everything Is Average Nowadays Everyday I Love You Less and Less Heat Dies Down Born To Be A Dancer Ruby You Want History Na Na Na Na Naa Modern Way Thank You Very Much I Predict A Riot The Angry Mob Take My Temperature Oh My God
A série de culto norte-americana faz exactamente hoje 10 anos, comemorados com a estreia do filme homónimo que tem vindo a desiludir uns e a apaixonar outros (?). Eu já o vi...posso dizer que levei com uma grande dose de futilidade em cima. Gostei de rever o humor da série, mas a adaptação a filme é concerteza uma má ideia...
Uma interessante notícia acaba de chegar sobre o festival minhoto: no dia 3 de Agosto, uma banda de tributo aos Joy Division, liderada por Rodrigo Leão, vai subir ao palco principal do festival Paredes de Coura, incluindo nela Pedro Oliveira (Sétima Legião), Bernardo Devlin, Nuno Gonçalves (The Gift) e João Eleutério (Cindycat).
Penso que o resultado será interessante, numa imaginei Leão como líder de um tributo à banda de Macclesfield. Recordaremos velhas memórias e sonhos.
Pete Doherty deixou ontem à noite à espera 3 horas, acabando por não aparecer para aquele que se esperava ser um grande concerto a solo no Le Grand Rex, em Paris. O que os espectacdores viram fo iapenas o artista de abertura francês Daniel Darc.
Quanto aos rumores: - Hospitalização - Ficou preso numa estação de comboios devido a um atraso da companhia Eurostar, tendo chegado às 23h
Adore, o quarto álbum de estúdio dos Smashing Pumpkins faz hoje precisamente 10 anos. Posso dizer inclusivamente que é o meu álbum favorito, não só da banda, mas de sempre. Compreendo que para a maior parte das pessoas seja um exagero atribuir-lhe a categoria, mas a verdade é que falo por mim, já que o considero extremamente intimista. Quando foi lançado, foi derrubado pela crítica e pelos fãs, já que foi um gelado quebrar da sonoridade grunge e rock que tanto caracterizava a banda de Billy Corgan, James Iha, D'Arcy e Jimmy Chamberlin. O álbum é composto por 16 faixas, das quais a última é muito curta e experimental, sendo as restantes hinos e adorações a pessoas queridas aos autores, ou até mesmo metáforas que aludem ao sentimento de amor, a relacionamentos, etc. Este álbum não contou com a participação de Jimmy, que foi convidado a sair para tratamento de reabilitação por consumo de drogas. A bateria primorosa foi então substituída por sintetizadores e baterias electrónicas. Aqui tem raíz o desgosto geral. Contudo, acho que quase todos ignoraram o sentimento profundo que o registo contém, a melancolia e a ligação da banda ao público que nunca houve anteriormente de forma tão acentuada. Chamam-lhe crú por vezes, delicodoce por outras, meloso algumas e frio e distante noutras. Eu não tenho quase palavras para o descrever, é algo tão extremo, tão humano, que tenho certa dificuldade em passá-lo para interpretação escrita. Cada faixa doi dentro de nós transformando-se na nossa própria dor, a tristeza e malancolia preenche o nosso ego, que por vezes fca também enraivecido. Adore apodera-se das nossas emoções como numa cabine de controlo, pro momentos flutuamos num mundo criado no lado afectivo dos músicos, escutando os seus sentimentos, os seus louvores e dedicatórias aos que amam. O conceito é esmagador: Adore - quem não gostaria de fazer um CD composto por adorações a várias representações que preenchem a sua vida e são vitais para o seu amor? Depois há que considerar...fariam nexo aqui as guitarras grunge e a bateria fervilhante? Obviamente não...o sentimento é intensificado pelo instrumental harmonioso, desconcertante, ternurento, gelado. O piano derrete o gelo criado por parte de certas letras mais emocionais, como por exemplo For Martha, dedicada à mãe de Billy que tinha morrido e Annie-Dog, alusão à droga. A voz de Billy muda um pouco no álbum, fica mais emocionada, mais dolorosa, atingindo o apogeu em certas tracks, pedindo mesericordiosamente uma vida melhor sentimentalmente, que tudo mude nos seus relacionamentos, repudiando até a ideia de compromisso quando doloroso (Daphne Descends, Ava Adore, Tear), nunca deixando de acreditar no amor verdadeiro (Perfect, To Sheila). A humilhação e a vergonha, assim como o arrependimento, são sentimentos que nunca largam Billy, expressando-os nitidamente em Shame, Crestfallen (a meu ver a melhor faixa do álbum) e Pug. O imaginário alusivo das histórias é exposto em Once Upon a Time e The Tale of Dusty and Pistol Pete. Shame é o momento mais desconcertante de todo o álbum...o baixo, as guitarras em aparente desafinação, a bateria marcante, a voz, tudo remete para este sentimento, faz-nos a nós próprios sentir envergonahdos como Billy lamenta. Behold!The Nightmare e Appels+Oranges são momentos musicais que traduzem a impotência perante factores externos, como o mundo em si, o pesadelo, a assombração pelos maus sentimentos, o condicional, a hipótese. Blank Page é a música que mais me tocou até hoje, talvez por causa da minha personalidade, representa uma página em branco como o título diz, onde pode estar inscrita uma nova esperança, uma alteração da ordem natural dos factos. Oiço-a sempre que preciso. Há outra coisa ainda: o artwork. Nenhum álbum da banda possui algo tão bem conseguido fotograficamente. O cinzento esvaído, o preto e branco com baixo contraste, que torna a alma exposta, como se de um borrão de memória se tratasse, combina belas paisagens onde o vento e a chuva dominam, simbolizando a meu ver todas as emoções arrastadas e sendo fio de ligação do CD à realidade física. A outra dimensão fotográfica é a das fotografias a preto e branco mas com alto contraste, estas que enfatizam cada elemento da banda e esta no seu conjunto, oferecendo destaque aos artistas. Muito bom.
2 de Junho de 1998, data de edição desta maravilha no mundo pouco consistente do lado afectivo. Haverá álbum que exprima o sentimento humano de forma tão intensa? Talvez, não nego, deve haver dezenas talvez. Este apenas surgiu numa altura perfeitamente indicada da minha vida, em que a dúvida existencial me assolava enquanto adolescente. Tdo aliado ao feito de 3 pessoas que deram o seu coração para a concretização, expuseram as suas consciências e concretizaram um sonho, quer do ponto de vista lírico, quer instrumental. Não me venham dizer que não soa a Smashing...mais do que qualquer um dos álbuns, este representa o seu espírito. Bem, adorar, pode ser feito por todos...
A dupla norueguesa irá estar presente dia 24 Julho em Cascais às 22 horas. O bilhete custa 30€. Esperemos que revelem surpresas do novo álbum, que aparenta estar no segredo dos deuses.
Bem, menos de uma hora, mas aguentou-se... Depois de 45 minutos de atraso ela conseguiu "calar" por momentos a boca da imprensa crítica. Porquê? Caiu uma vez e perdeu o sapatto, indo o coro ajudá-la, dizendo que não se envergonhava e que era isso que a distinguia de Lenny Kravitz que a ia suceder, que possivelmente ficaria se o mesmo lhe acontecesse. Bebeu imenso durante o concerto e cambaleou que se fartou, embora isto faça parte da sua postura habitual. Não conseguia agarrar o microfone, sendo este composto pela banda várias vezes. Pedurou uma guitarra em si mas não esteve em condições de a tocar. Ainda assim admitiu a sua fraqueza e disse ao público que ela devia ter cancelado, dado que a sua voz estava horrível, só que queria mesmo muito estar ali e amava-os, começando a chorar de seguida. A senhora inglesa tinha um chupão no pescoço e no início fingiu que limpava cocaina do nariz com um lenço...Tomou a meio do show uma postura alucinada dizendo que ela e o (ex-)marido fariam 1 ano de casados por esta altura e que ele iria estar de volta em uma semana. A sua devoção e desespero pela causo foi também representada pelo gancho em forma de coração com o nome do dito cujo.
Bem, continuarão a deitá-la a baixo, ela continuará nso seus excessos e polémicas, veremos até quando dura.
(P.S. Ao menos teve a humildade de apreentar a sua banda, que foi o motor de toda a sessão, sendo vital e muito profissional, tapando certas lacunas que ela deixava a descoberto)
O quarteto nova iorquino vem hoje à Casa da Música no Porto antes da sua passagem em Julho pelo primeiro dia do Optimus Alive08! Começa também o Rock in Rio...veremos se Amy Winehouse se aguenta...
Foi hoje anunciada a localização do novo Museu Magritte em Bruxelas, que terá 200 obras suas: o antigo Hotel Altenloh. Equanto as reformas decorrem, a fachada será coberta por um gigante tromp-l'oeil. A inauguração prevê-se para 9 Junho 2009.
Foram umas semanas de trabalho... Foi uma originalidade numa terra onde esta não marca muita abundância expressa nas ruas.. Foi recuperar uma zona degradada e inútil... Foi o trabalho de 4 alunas do secundário... Foi um misto de emoções experimentadas ao fazê-lo (boas e más)... Foi alterar a ordem da cidade numa pintura... Foi o mural "A Covilhã"
Parabéns à Susana Pereira, Jessica Rato, Elisabete Esteves e Sofia Azevedo!
Bem, as 19:30 em ponto lá estava eu a aceder ao site anteriormente mencionado para o download da faixa Gobbledigook do novo CD dos Sigur Rós. Demorou 10 segundos e depois destes mais uma vez o meu queixo caiu, porque reparei que o vídeo da música estava também disponível para visualizar, aguentei o ficheiro MP3 por um momento e comecei a ver o videoclip em alta qualidade no Quicktime, ora, nada se podia relacionar tão bem como aquele som+imagem. A banda islandesa excedeu de novo a criatividade, quando todos estavam na incógnita, considerando também a hipótese da não originalidade POF, esta dá-nos um estalo na cara. O clip cuja fotografia é sublime mostra uma floresta à beira-mar onde jovens nús correm libertinamente. Estes parecem estar a experimentar uma elevada sensação de liberdade, como se se tivessem despojado dos seus problemas e da sua rotina, correndo, dançando, fazendo sexo, batendo em objectos, baloiçando e divertindo-se à grande. Sabemos que isto é actual devido à presença de meias e cigarros. A música tribal não poderia melhor acompanhar toda a cena, sendo vital até para o seu desenvolvimento. Mais uma vez, Sigur Rós surpreendem, e de que maneira...
A banda islandesa mais surpreendente de todos os tempos vai editar quinto álbum de originais dia 23 de Junho e intitula-se með suð í eyrum við spilum endalaust ("tocamos para sempre com um zumbido nos ouvidos").
O primeiro tema, gobbledigook será hoje disponibilzado para download gratuito às 19h:30min. O álbum poderá ser pré-encomendado em Sigur Rós a partir da próxima 2ª.
O alinhamento completo é: 1. gobbledigook 2. inní mér syngur vitleysingur 3. góðan daginn 4. við spilum endalaust 5. festival 6. suð í eyrum 7. ára bátur 8. illgresi 9. fljótavík 10. straumnes 11. all alright
Estou mesmo muito ansioso por ouvir o novo trabalho deles, afinal de contas, estão no meu pódio...
O realizador morreu ontem de cancro na sua residência em Pacific Palisades, com 73 anos, rodeado pela família. O maior êxito de Pollack foi provavelmente Out of Africa» (África Minha - 1985), com Robert Redford e Meryl Streep, que ganhou Óscares para Melhor Realizador e Melhor Filme. Tootsie (1982), com Dustin Hoffman foi outro, que baseado em textos da escritora dinamarquesa Karen Blixen, conquistou um Óscar como melhor realizador. Recentemente participou em Michael Clayton 2008, de George Clooney, como actor, tal como fez em muitos outros filmes, como Eyes Wide Shut, de Stanley Kubrick (1999). Foi ainda produtor de inúmeras películas.
Como já tinha sido anunciado neste blog, vai ser editado o Best Of dos Radiohead, que inclui temas de Pablo Honey, The Bends, OK Computer, Kid A, Amnesiac e Hail to the Thief , excluindo o recente In Rainbows, já que este é responsabilidade da EMI (major que detém a editora Parlophone, que a banda abandonou em 2007).
Thom Yorke insurgiu-se recentemente contra a edição desta colecção de canções: «Na realidade não tivémos canções de sucesso por isso qual é exactamente o objectivo? Não há nada que possamos fazer. O trabalho é, na realidade, propriedade pública agora de qualquer forma, pelo menos na minha cabeça».
Bem, Thom és um exemplo a seguir, mesmo como pessoa, mas tens noção de que os Radiohead são uma das melhores bandas a nível mundial?
Esta colectãnea será editada em 4 versões (pode consultar alinhamento de cada uma em Blitz). Em todas marcam presença sonoridades como Karma Police, Pyramid Song, Creep, Fake Plastic Trees, Street Spirit (Fade Out) ou 2+2=5. Para recordar, o belíssimo Street Spirit (Fade Out):
Ontem foi uma noite feliz em Lisboa: Charlyn Marshall esteve no Coliseu dos Recreios. Agora com sucesso mundial, veio ao nosso país para mostrar a sua nova face, longe dos pesadelos antigos. Pelo que aparenta, o concerto foi magnífico, levando as emoções ao apogeu nas doces melodias, covers e originais.
Um espectador tinha já preparado um ramo de flores em punho para entregar à estrela, só que o que ele não sabia é que ela própria vinha munida de uma série de flores que, à semelhança do que fizera na Aula Magna há dois anos, lançou para a plateia, juntamente com «setlists» do concerto, tal como uma noiva. Aqui, o vídeo de Metal Heart ontem, uma das minhas canções favoritas que foi editada em 1998, mas faz parte do alinhamento do novo Jukebox:
Dia 16 de Junho chega o álbum de estreia dos The Rascals:Out Of These Dreams, a banda de Miles Kane, a outra metade dos Last Shadow Puppets para além de Alex Turner.A Eis o single de avanço..Freakbeat Phantom:
E eles voltaram: em dose dupla. Os suecos Peter, Björn & John vão editar dois álbuns num espaçod e um ano. Um deles está já praticamente terminado, sendo instrumental e saindo para as lojas no Outono. O outro teve agora início as gravações em Estocolm, devendo estar terminado no final do Verão e planeando-se a sua edução para o próximo ano. Peter Moren, o líder, revelou ao NME que o registo instrumental funciona como «diversão entre álbuns» e garante que é muito relaxado e despretensioso. «Vai provavelmente chamar-se Seaside Rock , para ligar os temas da água e do mar».
Mas houve uma garantia: «Só temos de fazer algo de que gostamos e ver o que acontece. Assobiar é proibido».
Isto é que é ser músico, o assobio catapultou-os para o top, mas perderiam originalidade se o usassem de novo e cairiam tão rapidamente quanto ascenderam. Orgulho-me de apoiar a banda.
Pela primeira vez, em Portugal, um festival de música e a investigação científica estabelecem uma parceria com vista à realização de acções que pretendem aproximar a ciência da sociedade. A investigação científica aparece com a garantia de qualidade do Instituto Gulbenkian de Ciência. No recinto do Optimus Alive!08, durante os dias 10, 11 e 12 de Julho, vão estar presentes 10 cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência, disponíveis para responder a qualquer dúvida dos festivaleiros.
Para além desta acção, a Everything is New, em parceria com o Instituto Gulbenkian de Ciência, vai atribuir uma bolsa de estudo que visa apoiar um projecto de investigação de recém-licenciados. Com a atribuição desta bolsa, o Optimus Alive!08 e o Instituto Gulbenkian de Ciência, pretendem incentivar a investigação numa área fundamental para o Planeta Terra e ajudar a promover a sua sustentabilidade.
A Rússia venceu ontem o festival da Eurovisão com o tema «Believe», composto e produzido por Timbaland. Vânia Fernandes (vencedora da 3ª Operação Triunfo), a concorrente portuguesa, ficou na 13ª posição com «Senhora do Mar».
Foi hoje revelado que a fadista Mariza assinou contrato com a editora Blue Note, tornando-se assim no primeiro artista português a ter um contrato assinado directamente com a mais lendária e prestigiada editora de jazz americana (tem no seu catálogo gravações de Chet Baker, Ornette Coleman e John Coltrane.
Mariza irá fazer um espectáculo por ano no Carnegie Hall, a mais reputada sala de espectáculos de Nova iorque, onde já actuou e onde terminará a digressão nos E.U.A. em 2009. Em Junho será publicado o seu novo álbum: "Terra"
A Blue Note é a mais lendária editora de jazz, tendo no seu catálogo, entre muitos outros, gravações de Chet Baker, Ornette Coleman e John Coltrane.
Enviaram-me a meio da noite um email que achei deveras importante passar a ser divulgado. Para que a experiência surta, peço que vejam primeiro o vídeo e de seguida leiam o texto.
Uma manhã como outra qualquer. Um sujeito entra na estação do metro e encosta-se junto à entrada, vestido com jeans, camisa e boné. Tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali na hora de ponta. Tocou durante 45 minutos, sendo em todos eles praticamente ignorado pelos que passavam. Só que este não era apenas mais um comum músico de metro... era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, que executava ali mesmo, na estação de metropolitano, peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713 (3 milhões de dólares). No final, uma atenta fã, a genuína apreciadora, vivendo para os sentidos, reconhece a celebridade, cumprimentando-o e dando-lhe os parabéns. Alguns dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, telemóvel no ouvido, entre outras actividades rotineiras, indiferentes ao som do magnífico instrumento. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
Bem, parece que estamos habituados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era grandioso, provavelmente imensas daquelas pessoas teriam dado a alma para ver tal mestria ao vivo, mas numa manhã comum, quem está disposto a dar valor a arte sem etiqueta?
Steven Spielberg decidiu encarregar-se de levar a obra de Hergé à grande tela. Numa co-produção com Peter Jackson (que vai realizar o segundo filme da trilogia e participar na realização do terceiro), o cineasta norte-amercicano afirma que nunca tinha ouvido falar no conhecido repórter de BD belga até ler uma reportagem que o equiparava a Indiana Jones. Os filmes vão ser em Motion Capture (animação com actores servindo de base a desenhos realistas. Milu vai ser inteiramente animado.
Máscaras, porcelanas, pagodes, dragões ou altares de oferendas: mais de 10 mil objectos únicos sob exposição no Museu do Oriente sob o título "Máscaras da Ásia", que testemunham uam relação centenária entre o nosso país e a Ásia.
My Son, My Son é a obra que junta os dois realizadores. É uma 2based on true events story" sobre um homem que matou a mãe com a espada. O orçamento é mínimo, por isso apenas vão ser usadas duas câmaras DV. Em princípio começará a ser rodado em Março de 2009.
Irene Pimentel, historiadora, irá receber às 19 horas de Segunda-Feira o Prémio Pessoa 2007, galardão que conhecerá este ano a sua 21ª edição:
Lugar: Museu Militar Presença Importante: Cavaco Silva - Presidente da República Música: Ana Madalena Moreira (soprano), Paulo Nazareth e Kodo Yamagishi (pianistas)
Seth McFarlane assinou um acordo milionário com a 20th Century Fox para se dedicar exclusivamente às duas grandes séries que criou: Family Guy e American Dad até 2012. Torna-se assim o produtor de televisão mais pago segundo a Reuters.
O best-seller de Paulo Coelho, que vendeu até hoje mais de 30 milhões de cópias em cerca de 18 países irá ser adaptado para o grande ecrã em 2009. As filmagens serão efectuadas em vários locais da Europa e Médio Oriente e o realizador, produtor e actor principal serão uma única pessoa:Laurence Fishburne (Morpheus de Matrix). "Estou muito feliz que o meu livro possa ser adaptado da maneira que eu entendo e espero que o espírito e a simplicidade do meu trabalho sejam preservados", afirmou o autor do romance.
Abertura de Segunda a Sexta-feira às 16 horas; Sábados, Domingos e Feriados às 15 horas; Dia 1 de Junho (Dia Mundial da Criança), às 10 horas. Encerramento de Domingo a Quinta-feira às 23 horas; Sextas-feiras, Sábados, véspera de Feriado e último dia de Feira às 24 horas.
Esta pérola nos perdidos e achados merece ser exposta de novo: Jack White foi o convidado especial de Bob Dylan nos 19 e 20 de Setembro de 2007, em dois concertos em Nashville. Aqui está colaboração de Bob Dylan e Jack White em «One More Cup of Coffee(Valley Below)», do álbum Desire do primeiro (1976), cuja cover pode ser encontrada no álbum "The White Stripes" (1999), do segundo co mMeg White.
Note-se que em 2003, Bob Dylan convidou Jack White para tocar num concerto seu o tema dos White Stripes «Ball and Biscuit»; em 2006 escolheu os Raconteurs como banda de abertura da sua digressão; em 2007 voltou a mostrar o seu apreço convidando-o para um programa de rádio.
A banda britânica ganhou ontem um prémio no concurso anual sueco Polar Music Prize, esta quarta-feira, juntando-se ao leque de vencedores composto já por Bob Dylan, B.B. King, Paul McCartney, Elton John, Bruce Springsteen ou Gilberto Gil e Joni Mitchell.
O grupo irá receber um milhão de coroas suecas na cerimónia em Estocolmo, entregue pela Academia Real de Música da Suécia no dia 26 de Agosto, sendo considerado o maior prémio de música do país. A soprano Renée Fleming também foi destacada com o prémio.
O júri afirmou que os Pink Floyd contribuíram grandemente para o desenvolvimento da cultura popular ao juntarem arte e música - «Os Pink Floyd capturaram e moldaram as reflexões e atitudes de uma geração inteira»
O prémio é entregue pela Academia Real de Música da Suécia e é considerado o maior prémio de música do país.
Á semelhança dos últimos três anos, iram ser exibidos no festival na vila minhota vários dos filmes que, meses mais tarde, farão parte da programação do Festival Imago, no Fundão.
- Don't Look Back, de D.A. Pennebaker, sobre a digressão de Bob Dylan em Inglaterra em 1965 - The Filth and the Fury, de Julien Temple, sobre os Sex Pistols - A Skin, A Night, de Vincent Moon, sobre os The National - One Way Or The Other, sobre os Blondie
(Nota: Ainda há mais três filmes a ser confirmados)
E chega o vídeo do single de apresentação dos Coldplay parao álbum Viva La Vida or Death and All His Friends...
como bónus, a banda oferece o vídeo alternativo para a música no YouTube, de carácter politizado, em que estão presente momentos infelizes de Bush, Blair, Obama, Clinton ou Fidel...
Foi disponibilzado hoje no site oficial e no myspace de Beck um excerto Chemtrails, do novo álbum de originais do artista. Não será single, mas pelo que parece, o moço de L.A. deixou mais a área do funk/hip-hop para passar de novo ao psicadélico e rock alternativo. Veremos...
Sai hoje em edição de duplo DVD o filme de Vincent Moon, o conhecido realizador de videoclips, sobre o álbum Boxer, dos The National. No que me toca, estou ansioso por ouvir. Para ver o trailer, anteriormente publicado, clicar aqui
Manoel de Oliveira manifestou-se hoje «muito sensibilizado por finalmente ter recebido a Palma de Ouro» no Festival Internacional de Cinema de Cannes, onde foi homenageado. O prémio foi atribuído pela carreira, associando-se também à sua diade, cem anos que completará emá em Dezembro.
«Ao longo de um século eu cresci com o cinema e hoje eu sei que foi o cinema que me fez crescer. Viva o cinema!», exclamou Manoel de Oliveira no Grand Théâtre Lumière, onde foi longamente aplaudido.
Manoel de Oliveira recebeu o prémio das mãos do actor francês Michel Piccoli, numa cerimónia onde estiveram presentes o júri de Cannes (incluindo o presidente, Sean Penn), o realizador norte-americano Clint Eastwood e o presidente da Cinemateca Portuguesa, João Bénard da Costa. «Esta foi a melhor forma de receber este prémio», disse Manoel de Oliveira emocionado, sublinhando que não gostaria de ser distinguido em competição com os seus colegas realizadores.
(Nota: Esta tarde foram exibidos o filme Um dia na vida de Manoel de Oliveira, realizado pelo presidente do festival, Gilles Jacob, e a curta-metragem documental Douro faina fluvial).
O duo francês de música electrónica está a provocar grande polémica com o videoclip do tema "Stress". Este video foi já proibido em várias televisões, embora na Internet seja um sério caso de audiências. Porquê? Porque incide sobre um grupo de adolescentes dos arredores da cidade com um cruz cristã nas costa, que vandalizam tudo e todos (carros, edifícios, pessoas, polícias,etc), num jeito à boa maneira da Laranja Mecênica...
Após o despedimento de Nicole Kidman, Audrey Tautou, a "Amélie Poulain", francesa de nacionalidade e que irá encarnar o papel de Coco Chanel no filme "Coco avant Chanel", foi contratada pela casa para publicitar os seus perfumes.
Lanaçado no passado dia 13, como a banda prometeu aos fãs (novo single editado no 13º dia de cada mês acompanhado de B-side - que não será incluído no álbum -, até Setembro, altura em que este deve ser lançado).
O novo filme português que estreia hoje, primeira longa-metragem de Paolo Marinou-Blanco. Parece algo inovador em comparação com a filmografia portuguesa habitual...
No dia 14 de Maio de 1998, Frank Sinatra, o responsável pela "invenção" da música como arte para as massas era assolado por um segundo ataque cardíaco, morrendo no Cedars-Sinais Medical Center, ao lado da mulher Barbara e da filha Nancy. Terá dito "I'm losing" como últimas palavras...A "Voz" deixou-nos há 10 anos...
A MTV fez um novo vídeo com a música "All I Need" dos Radiohead, retirada do último álbum In Rainbows, que vai ser usada em campanha solidária e serve de alerta. O tema é a discrepância entre sociedades de países desenvolvidos e de países em desenvolvimento, ligando-as através da exploração infantil. O vídeo é genial e a última frase "some things cost more than you realise", vale milhões depois de toda a película.
O concerto dos National foi fabuloso. É já considerado o melhor da digressão. A banda de Brooklyn impressionou mais uma vez os portugueses, desta vez mostrando o seu lado mais sentimental, que advém do mais recente álbum, simultaneamente com uma grande descarga emocional. Num formato intimista na Aula Maga, Matt Berninger afirmou achar a sala aconchegante e fez algumas piadas acerca da sua parecença com as Nações Unidas, assim como a postura de Colin Powell. A banda mostrou-se contente por regressar a Portugal, já que se sentia bem com o público, apoiada e não julgado, como noutros sítios, ansiosa por vir tocar mais uma vez no Verão, no OptimusAlive!. O espectáculo superou as expectativas (embora no início os senhoras da Aula Magna não atinassem com as luzes). O início à bao maneira indie, com "Brainy", "Secret Meeting" e "Mistaken For Strangers" mostrou que a actualidade pode ser bem interessante em termos musicais. A voz reconfortante de Matt envoleu o coração das pessoas em músicas como "Fake Empire", "Racing Like A Pro", "Slow Show", "ADA", "Gospel", "Wasp Nest", "Start a War", "Baby We'll Be Fine", "Squalor Victoria" e "Daughters of the Soho Riots". O clímax do show foi atingido no encore, em "Mr. November", quando o vocalista decide ir cantar para a plateia numa das partes da música em que grita inevitavelmente "I used to be carried in the arms of cheerleaders". Os sortudos espectadores das primeiras filsa puderam tocar-lhe, abraça-lho, dar-lhe palmadas nas costas e sentir toda a energia que ele transmitia, equiparável em "Abel". Todos os membros da banda tocavam emocionalmente as faixas, destacando-se Padma Newsome (elemento de estúdio), que se excedeu no violino, emanando talento a cada gesto, assim como nos teclados. Podia ser suave, dedilha-lo como se de uma guitarra eléctrica se tratasse ou ainda toca-lo furiosamente com som electrizante. Até em "Fake Empire", como em tanats outras, ouve explosão sonora O concerto acabou com "About Today", altura em que Berninger, como é já hábito, saiu do palco para fora do olhar dos espectadores, atitude que lhe permite controlar a excitação e nervosismo que são característicos da sua personalidade introvertida. Apesar de tudo, ele falou muito calma e gentilmente durante o concerto. A conclusão da faixa foi uma explosão instrumental, aguçando deveras o apetite para o festival de Verão.
O evento pode ser revisto no site da Optimus Música referido no post anterior.
O concerto agendado para hoje na Aula Magna esgotou na primeira semana em que os bilhetes foram postos à venda. A Optimus Música, que tem estado aficadamente a passar em directo os concertos da iniciativa "Dá tudo pela música" no seu site, deixando-os lá para posterior visualização também, vai passar hoje pelas 22 horas o tão esperado espectáculo dos The National. Com secção de sopros incluída, o grupo de Brooklin promete um grande espectáculo. A voz e as letras de Matt Berninger e o instrumental dos irmãos Dessner e Devendorf conquistaram já os portugueses.
Para assistir ao concerto às 22 horas, clicar aqui.
Este ano decorreu em Cannes (correcto, agora também a Fotografia se apoderou da estância balnear da riviera francesa), de 21 a 25 de Abril o evento "Sony World Photography Awards", rival do World Press Photo. Porquê? Porque abrange também fotógrafos amadores como participantes e inclui áreas como Nu, Moda, Arquitectura, Paisagem, Publicidade, Fotografia Abstracta e Fotografia Científica. Nos prémios finais contou com alguns dos maiores fotógrafos da actualidade, que incluiram cinco membros da Magnum. O grande prémio deste ano (L'Iris d'Or) foi ganho por Vanessa Winship, com uma série de retratos de jovens estudantes turcas.
Em cima, "O Barbeiro", de Arup Ghosh, vencedor indiano amador da categoria Retrato. Se querem que vos diga, acho que as fotos de amadores estão melhores que as profissionais... Para consultar lista dos vencedores e outras informações ver site oficial
Wonderful Town, filme tailandês de 2007 ganhou o Grande Prémio de Longa-Metragem “Cidade de Lisboa”. De Aditya Assarat, trata-se de uma ficção em que uma história de amor tenta erguer-se numa pequena cidade perto de Phuket, que foi destruída por um tsunami em 2004.
Bill Oakley e Josh Weinstein, dois dos guionistas dos desenhos animados "The Simpsons" vão estrear-se a solo ao serviço da Sony Pictures Television, sendo produtores executivos de "Sit Down, Shut Up". Esta nova série de desenhos animados tem origem num projecto australiano homónimo e os protagonistas são sete professores de uma escola péssima situada numa vila de pescadores diminuta.
A Barraca, grupo de teatro português com já 30 anos, vai estar presente hoje à noite na 3ª Mostra Latino-Americana de Teatro de Grupo com o espectáculo Felizmente Há Luar, de Luís de Sttau Monteiro.
O ex-Velvet Underground galês regressa a Portugal com a Acoustimatic Band (Dustin Boyer, Joe Karnes e Michael Jerome). Desde o início de 2008 que trabalha num novo álbum de originais, podendo apresentar qualquer coisa de novo na:
- Casa das Artes de Famalicão: 16 Maio - Centro de Artes e Espectáculos de Portalegre: 17 Maio
Ora aqui está uma ideia não muito em voga nos dias que correm. Vincent Moon, um conceituado realizador independente, conhecido nomeadamente pelos seus videoclips, pegou no álbum Boxer, dos The National e fez um filme...Curioso han? Aqui fica o trailer:
Deve lembrar-se que a banda vai actuar em território português no próximo dia 11 de Maio na Aula Magna, para apresentar justamente este álbum. A voz barítono de Matt Berninger e o instrumental calmo e melancólico característico e tarzido de Brooklin são as características que fazem a sala ter esgotado em menos de uma semana.
E ela espanta. Quando todos iriam pensar tratar-se de um fiasco, como tantos aqueles de actrizes que se estrearam no mundo da música, a actual diva supreende com uma belíssima versão da música Falling Down, retirada do álbum Big Time, de 1988. O seu álbum de estreia, Anywhere I Lay My Head conta com a colaboração de Dave Sitek (TV on The Radio), Nick Zinner (Yeah Yeah Yeahs) e David Bowie, assim como as canções de Tom Waits.
4 DVDs de notável qualidade com registos raros de concertos além de entrevistas de arquivo à banda e introspecções, opiniões de jornalistas e musicólogos + Livro de 136 páginas onde se mostra uma revisão completa do trabalho vasto da banda Pink floyd, além de reflexões, e alguns pensamentos da crítica, da banda, de então e agora.
Algumas fotografias raras e artefactos que reflectem a carreira longa dos Pink Floyd...
É este o nome da exposição que traz a música ao Porto através de uma grande colecção de capas de disco feitas por artistas plásticos, à qual se junta um grupo de experiências sonoras que remontam a mvimentos como o Dadaísmo, o Fluxos ou a Pop Art.
O dia 2 de Maio é representativo para as duas bandas de rock mais famosas de todo o mundo... Em 2 de Maio de 1963, The Beatles alcançavam a liderança do top britânico de singles com From Me To You, que seria a estreia da banda de Liverpool na primeira posição da tabela e a primeira de 11 subidas consecutivas ao número um daquele top.
Já no mesmo dia mas em 1964 os Rolling Stones atingiam o primeiro lugar do top de álbuns com a sua estreia homónima. A banda manter-se-ia em número um durante 12 semanas consecutivas.
A edição francesa da revista Rolling Stone regressa este mês às bancas com um número duplo consagrado às "Revoluções" herdadas de Maio 68. Em foco estão quatro áreas fundamentais: rock, arte, cinema e literatura. Esta versão da original americana desaparecera do mercado em Junho de 2007, na sequência do desmantelamento do grupo que a editava (Cyber Press Publishing). Agora regressa com periodicidade mensal, ao contrário da americana, que sai quinzenalmente.